Depois do tombo histórico de segunda-feira, o mercado financeiro teve uma terça-feira (27) de acomodação, mas ainda em território negativo. O dólar fechou em queda de 0,97%, cotado a R$ 5,3502, depois de tocar R$ 5,3080 na mínima do dia. O Ibovespa recuou 0,51% e encerrou aos 175.705 pontos.
O movimento devolveu apenas parte das perdas da véspera, quando o dólar teve a maior alta diária desde 1999 e a Bolsa, a maior queda desde março de 2020. No acumulado da semana, o dólar ainda sobe 7,15% e o Ibovespa cai 14,33%. No ano, a moeda americana acumula queda de 2,52%, e o índice da Bolsa, alta de 9,05%.
Investidores seguiram cobrando do governo sinais concretos de ajuste fiscal para o quarto mandato do presidente Lula, com atenção à trajetória da dívida pública e às metas fiscais. No exterior, o petróleo Brent fechou em queda de 1,38%, a US$ 113,81 o barril, ainda em patamar elevado por causa da guerra no Oriente Médio, e as bolsas de Nova York fecharam em alta.
As atenções se voltam agora para o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que decide nesta quarta-feira (28) a taxa de juros americana, hoje entre 3,75% e 4% ao ano. A expectativa da maioria dos investidores é de manutenção do patamar, apesar da inflação de 3,7% em doze meses nos Estados Unidos, bem acima da meta de 2%. O resultado é aguardado para a tarde e pode influenciar o rumo do dólar e dos juros no Brasil.
Por Redação SOS Brasília – Rodrigo Albuquerque




