O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou nesta segunda-feira, 2 de novembro, que o país examina um plano para reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias, prazo menor que a proposta anterior, caso o governo dos Estados Unidos aceite as condições iranianas.
“A possibilidade de implementar este plano em dois dias é mais uma demonstração da postura de boa-fé do Irã”, declarou Baqaei. Segundo ele, “a troca de mensagens continua” por meio de mediadores e tudo depende de Washington aceitar os pedidos de Teerã.
Em setembro, o Irã havia apresentado, por meio do Catar, um plano para reabrir o estreito seis dias após uma resposta americana às suas demandas. Entre as exigências já apresentadas estão um cessar-fogo regional, a liberação dos ativos iranianos no exterior, o fim das sanções contra o setor de petróleo do país e o fim do bloqueio americano aos portos iranianos.
No domingo, o chanceler Abbas Araghchi completou a lista em entrevista: Washington deveria aceitar o novo itinerário acordado entre Irã e Omã para o trânsito de navios pelo estreito e reduzir a presença militar americana no Oriente Médio.
O Estreito de Ormuz, por onde normalmente transita cerca de um quinto do petróleo mundial, está sob controle reivindicado por Teerã desde o início da guerra, deflagrada pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã em 28 de fevereiro. Navios que tentam atravessar a via sem autorização iraniana vêm sendo atacados.
Baqaei advertiu que “qualquer ato de agressão contra o Irã receberá uma resposta contundente, imediata e global”. No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou em comício em Iowa a ameaça de retomar os ataques. “A única razão pela qual ainda não acabei com o Irã é porque quero ser gentil. Quero tentar salvar todas estas vidas, se puder. Mas em algum momento teremos que dar um golpe contundente neles”, afirmou.
Por Redação SOS Brasília – Rodrigo Albuquerque




