Quatro petroleiros que tentavam cruzar o Estreito de Ormuz por rotas não autorizadas explodiram nesta sexta-feira, 30, segundo o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. O anúncio eleva a tensão na principal rota mundial de escoamento de petróleo, em meio à guerra entre Irã e Estados Unidos.
Em comunicado às agências internacionais, a Guarda iraniana informou inicialmente que dois petroleiros foram “interrompidos” ao tentar passar por rota não autorizada, um na parte oriental e outro na porção ocidental do estreito. Horas depois, os militares anunciaram que outros dois petroleiros, cada um com mais de dois milhões de barris de petróleo, explodiram e pegaram fogo após atingir minas navais. A Marinha do Irã também afirmou ter derrubado um drone inimigo no leste do estreito.
O Centro de Segurança Marítima de Omã informou ainda na sexta-feira que resgatou 25 tripulantes de um navio mercante em chamas que transportava petróleo bruto sob bandeira do Panamá. A embarcação foi totalmente evacuada, e ainda não está esclarecido se era um dos petroleiros atingidos.
O Comando Central dos Estados Unidos nega que haja minas navais no estreito. O comandante Brad Cooper declarou nesta sexta que a via é “internacionalmente reconhecida como uma das principais rotas de trânsito” e que foi “limpa” de minas com sucesso. Teerã, por sua vez, mantém a orientação de que nenhuma embarcação cruze Ormuz sem autorização.
A escalada ocorre na mesma sexta-feira em que o presidente Donald Trump afirmou, em entrevista à rádio KCMO, de Kansas City, acreditar que a guerra com o Irã “vai se resolver em breve”, sem explicar como, e que precisa de “uma garantia de que nunca haverá uma arma nuclear” iraniana. Trump já havia dito que os Estados Unidos não atacariam o Irã antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.
Por Redação SOS Brasília – Rodrigo Albuquerque




