BRAVA GENTE BRASILEIRA!

Por: Redação SOS

 

Neste dia sete de setembro, belíssimamente desenhado,

Tendo ao fundo céu de brigadeiro, risonho, vívido e límpido,

Contrastante com os ipês em floração de amarelo irreprimido, 

Comemora-se a Independência do Brasil, nosso País amado,

Pátria do “verde mais belo,

Do mais dourado amarelo,

Do azul cheio de luz,

Cheio de estrelas prateadas,

Que se ajoelham deslumbradas,

Fazendo o sinal da cruz.”

 

Infelizmente, pandemia de cunho mundial tirou do povo brasileiro

O prazer da tradição de ajuntar-se civicamente pelo Brasil inteiro.

Apesar desse transtorno, o civismo que permeia nossos corações

Mantem-se vivo, saudável, forte e livre de quaisquer restrições.

 

A fidelidade ao interesse público, à honra e à cultura da nossa pátria,

Exposada por atos de disseminação de valores, princípios e memórias,

Deve ser realidade no nosso quotidiano – apartada de dias especiais –

Indissociada da ética, do espírito de cidadania – seus pilares essenciais –

Do respeito às instituições, à cultura e à filosofia política da nação,

Condutores ao patriotismo, expressão máxima de nossa devoção,

Do mais puro sentimento de orgulho e expressão de amor incondicional

À história, símbolos, vultos, patrimônio e à riqueza de nossa terra natal.

 

A ligação geográfica que unifica o país de nascimento

Ao cidadão que nele se insere em grau de pertencimento,

Quando mesclada com elementos emotivos, de sangue e de tradição,

Ressignifica sinônimos, tornando pátria o que outrora era nação.

 

Antônio Fernando Pinheiro Pedro trata o patriotismo,

Sentimento telúrico de orgulho pela pátria – civismo –

Como pré-requisito intransponível para o alcance da cidadania,

Deixando claro que, sem o primeiro, esta sequer se alcançaria…

 

Ele diz: “A identificação com os valores da pátria faz toda a diferença na formação do cidadão. Sem essa identificação o indivíduo não exerce a cidadania sequer no seu lar, na sua rua, no seu bairro, na sua cidade e no seu estado, quanto mais na defesa do País.”

 

 

 

As expressões “civismo” e “nacionalismo”

São termos equivalente a patriotismo.

Na prática, o patriota é o cidadão que ama profundamente o seu país

E busca servi-lo da melhor forma, eis que nele está sua origem e raiz.

Na cultura, na guerra, nos desportos e na profissão,

Cada indivíduo vive e demonstra a ele a sua devoção.

 

Este sentimento, no Brasil, infelizmente, é algo muito raro.

Está em extinção. Poucos o têm como valor desejável e caro.

Os símbolos nacionais são, do povo, velhos ilustres desconhecidos.

A bandeira é desrespeitada. A letra do hino, reinventada aos pedaços.

Quanto às Armas e ao Selo Nacionais, a situação é agravada.

Ao brasileiro, nas escolas, estas, muito mal, são apresentadas.

 

Os que cultivam em si a experiência de orgulho vernáculo,

Têm na dispersação de suas sementes, seu sustentáculo.

O Dia da Independência do Brasil é uma excelente oportunidade

De expressar o civismo e o amor pelo país; a toda a comunidade.

Em sete de setembro de 1822, quase duzentos anos atrás,

O País declarou sua independência do Império Português voraz.

 

Tudo começou com o Movimento Constitucionalista de 1821,

Quando a Província de Pernambuco se separou do Reino de Portugal,

Com a rendição das tropas portuguesas e a expulsão, um a um,

Dos exércitos que se mantinham em seu território: façanha colossal.

 

Portugal determinou que o Brasil retornasse à subordinação anterior

E que o príncipe herdeiro voltasse “incontinenti” ao Reino colonizador.

Dom Pedro de Alcântara recusou a imperial ordem de retorno,

Ato conhecido como o “Dia do Fico” – causando grande transtorno.

Declararia, pouco tempo depois, como do Brasil inimigas

As tropas portuguesas que por aqui desembarcassem seus contingentes,

Assinando, também, explicativo Manifesto às Nações Amigas,

Sobre o rompimento com a Corte e garantindo um Brasil independente.

 

Portugal editou, no início de setembro de 1822, novo decreto reiterando suas exigências.

Recebido pela princesa Maria Leopoldina, na ausência do marido, então princesa regente,

Esta decidiu por encaminhar a Dom Pedro de Alcântara, sugestão de providências,

Fruto de reunião com o Conselho de Ministros: declarar o Brasil independente.

 

 

Dom Pedro, no mesmo dia em que de tudo tomou conhecimento,

Às margens do Riacho Ipiranga, exatamente em 7 de setembro,

A independência do Brasil, perante um povo heróico, declarou, em brado retumbante,

Fazendo o sol da liberdade, em raios fúlgidos, brilhar no céu da pátria naquele instante,

Encerrando trezentos e vinte e dois anos de domínio colonial português.

Intitulado como Dom Pedro I, por aclamação, imperador do Brasil se fez.

 

A essência da independência declarada,

Por todos o brasileiros é hoje cantada,

Como lembrança de ato heróico,

Rremodulador de rumos, histórico:

 

“Já podeis, da Pátria filhos,

Ver contente a mãe gentil.

Já raiou a liberdade

No horizonte do Brasil”.

“Longe vá, temor servil”!

 

Que a história da independência do nosso País e os sentimentos patrióticos que ela nos provoca, sirvam como motivadores da disseminação e da semeadura do civismo aos nossos compatriotas, o que hé é tão raro nos corações da maioria dessa “Brava gente brasileira”!

 

Flávio Noronha

7 de setembro de 2020

 

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