O Dia da Vitória: Força Expedicionária Brasileira

Por: Redação SOS

O dia 8 de maio de 1945 marca a data da rendição das tropas alemãs nazistas para as Forças Aliadas, comemorada mundialmente como sendo a do fim da 2ª. Guerra Mundial na Europa e especialmente para os brasileiros.

A 2ª. Guerra Mundial, iniciada em 1º. de setembro de 1939 com a invasão da Polônia pela Alemanha, envolveu mais de 70 nações oponentes às vis intenções do chamado “Eixo”, composto por Alemanha, Japão e Itália, e teve fim efetivo em 2 de setembro de 1945, com a rendição japonesa.

O seu térmimo significou a dissolução do Terceiro Reich, o fim do Império do Japão e também o do Império Italiano. Infelizmente, ela ceifou a vida de mais de mais de 50 milhões de pessoas, dentre as quais as de centenas de brasileiros, vitimados em solo nacional ou no teatro de guerra europeu.

Com a invasão da Polônia pela Alemanha, de plano, França e Grã Bretanha declararam guerra à invasora, atitude seguida por inúmeros outros países, os quais compuseram as Forças Aliadas, lideradas essencialmente pelos Soviéticos, pelos ingleses, pelos norte-americanos e pela China.

O Eixo empreendeu importantes vitórias entre os anos de 1939 e 1941. Após, entre parte de 1941 e 1943, as forças se equilibraram. Entre parte de 1943 até 1945 foi construída a vitória Aliada.

A América Latina manteve-se na neutralidade, à exceção do Brasil, que permitiu aos norte-americanos, em 1942, fincar bases militares por toda a costa norte e nordeste, atitude que incomodou ao Eixo, redundando na determinação no afundamento de navios brasileiros, como o Baependi, o Araraquara, o Aníbal Benévolo, o Itagiba e o Arará, o que resultou na morte de cerca de 600 civis e na revolta da população brasileira, o que a fez deixar a posição de coadjuvância, para participar diretamente da Guerra.

Pessimistas e zombadores dolosamente comentavam que seria mais fácil uma cobra a um cachimbo fumar do que as tropas brasileiras, aos Aliados, positivamente acrescentar.

Um ano depois, em agosto de 1943, foi criada a Força Expedicionária Brasileira, a qual, depois de treinar e equipar seus mais de 25 mil soldados, deflagrou sua participação em solo italiano no início de julho de 1944, por meio da 1ª. Divisão de Infantaria Expedicionária – inserida no IV Corpo do Exército Estadunidense e no XV Grupo de Exércitos Aliados – comandada pelo General Mascarenhas de Moraes  e composta por três grandes Regimentos: o Sampaio, do Rio de Janeiro; o 6º. de Caçapava, de São Paulo; e o Tiradentes, de São João Del Rey. O símbolo da FEB era a imagem de uma cobra fumando um cachimbo, em provocação a todos os que duvidavam de sua participação decisiva no teatro de guerra.

Houve a participação efetiva, também, da recém-criada Força Aérea Brasileira, por meio do 1º. Grupo de Aviação de Caça e a 1ª. Esquadrilha de Ligação e Observação, os quais contavam com quase 400 integrantes, sendo 58 pilotos.

O 1º. GAVCA – subordinado ao XXII Comando Aéreo Tático Aliado, constituiu-se como um dos 4 Esquadrões  do 350º. Grupo de Caças da 62ª. Ala da 12ª. Força Aérea do Exército Americano – realizou 445 missões e a 1ª. ELO outras 684. O símbolo do Grupo era um avestruz (simbolizando o piloto brasileiro), dentro de moldura auriverde (representando o Brasil), empunhando uma arma (remetendo ao poder de fogo dos aviões P47 Thunderbolt pilotados pelos brasileiros), e um escudo azul com o cruzeiro do sul (simbolizando as Forças Armadas do Brasil). O termo “Senta a Pua!” era o grito de guerra do 1º. GAVCA.

FEB e FAB combateram bravamente por sete meses e dezenove dias, sob condições inóspitas, com pouca experiência e frio intenso.

Os Febianos, enfrentando as “Lurdinhas” e os “Tedescos” – apelidos por eles dados às metralhadoras MG 42 e aos seus portadores, os soldados alemães, respectivamente – saudosos de suas terras, dos amigos e de seus lares, buscando elevar o moral, cantavam a Deus, em oração por si e pelos seus camaradas, repetidamente: “Por mais terras que eu percorra não permita Deus que eu morra sem que volte para lá; sem que leve por divisa esse V que simboliza a vitória que virá.”

A vitória veio, como pediram… Mas muitos não voltaram para contar suas histórias e para matar as saudades de tudo e de todos. 454 homens do Exército e 5 pilotos da Força Aérea Brasileira perderam suas vidas em ação, nos combates ao nazi-fascismo.

Para o Brasil, o fim da participação na 2ª. Guerra Mundial deu-se com a assinatura, pelo general da SS Karl Wolff, dos termos de rendição das forças alemãs na Itália, documento que previa um cessar-fogo e a referida rendição para as 14:00hs do dia 2 de maio de 1945.

Em 7 de maio ocorreu a rendição incondicional alemã às Tropas Aliadas, o que se deu no Quartel-General do Comando Supremo das Forças Expedicionárias Aliadas, em Reims, na França, culminando com o fim do Terceiro Reich e da 2ª. Guerra Mundial na Europa. O “Ato de Rendição Militar” assinado estabeleceu o horário de 23:01hs – horário padrão da Europa Central – do dia 8 de maio, para a entrada em vigor do “cessar fogo”. Esta, portanto, é a data que passou a ser chamada e comemorada como “O Dia da Vitória”.

A segunda Guerra Mundial teve fim, efetivamente, em 2 de setembro de 1945 com a rendição oficial do Japão.

 

Por FLÁVIO NORONHA

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