O amor, poetizado por William Shakespeare, Pablo Neruda, Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Oswaldo Montenegro, Henry Van Dyke, Luís de Camões, Jeyfferson Honorato, Madeleine Scudéry, Olavo Bilac, Clarice Lispector e Mário Quintana, quando suas definições são mescladas, ganha contornos, aparência, corpo e forma, mostrando-se assim:
AMOR, quando é amor, não definha com o tempo a passar.
E até o final das eras há de fortalecer-se; de só aumentar.
Tece a mesma antiga e firme trama,
Que não se desfaz em quem ama,
Eis que eterna é a sua chama.
(William Shakespeare, Vinícius de Moraes e Henry Van Dyke)
O amor que não é cego, não é amor.
Ele é, dos suspiros, a fumaça.
É dado sem cobranças; de graça.
Puro, é fogo que aos olhos ameaça.
É feito espelho e amplexo;
Tem retorno e tem reflexo.
Nasce não sei onde; vem não sei como; e dói não sei porquê.
(Honoré de Balzac, William Shakespeare, Carlos Drummond de Andrade, Pablo Neruda e Luís de Camões)
É semeado no vento;
Ao léo, ao relento;
Na cachoeira;
No eclipse.
(Carlos Drummond de Andrade)
Quando revolto, é um mar de lágrimas de amantes.
Não teme o tempo. É um marco eterno, dominante.
Não se transforma de hora em hora;
Encara a tempestade com bravura.
Foge a todos os dicionários
E a regulamentos vários.
É Loucura temperada; fel ingrato; doçura refinada.
(William Shakespeare e Carlos Drummond de Andrade)
Chega sem pedir licença; pungente;
Acomodando-se no peito da gente.
É um misto da luz dos olhos meus
Com aquela luz dos olhos teus…
Um não sei quê, que surge não sei donde;
E acaba não sei como, no vasto horizonte.
(Jeyfferson Honorato, Vinícius de Moraes e Madeleine Scudéry)
Só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir
E de entender as estrelas, pelo seu reluzir.
Que esta amorosa loucura, então, seja, enfim, perdoada.
Ai, que bom que isso é, meu Deus! Sensação abençoada!
(Olavo Bilac, Oswaldo Montenegro e Vinícius de Moraes)
Se o que eu digo for erro
E o meu engano for provado,
Então eu nunca terei escrito
Ou nunca ninguém terá amado.
(William Shakespeare)
Duvida da luz dos astros,
De que o sol tenha calor,
Duvida até da verdade,
Mas confia no meu amor,
Que já era amor antes de ser,
Posto que, desde então,
Sou, porque tu és;
E, desde então, és, sou e somos…
E, por amor,
Serei; Serás; Seremos;
Para vivermos cada momento,
Como nunca mais; sedentos.
Porque metade de mim é amor
E a outra metade, amor também.
(William Shakespeare, Mário Quintana, Clarice Lispector, Pablo Neruda, Vinícius de Moraes e Oswaldo Montenegro).
Por FLÁVIO NORONHA



